Os presidentes Donald Trump e Xi Jinping assinaram esta quarta-feira um acordo comercial bilateral que prevê a redução gradual de tarifas e o reforço das exportações entre os Estados Unidos e a China, encerrando meses de tensão e incerteza nos mercados internacionais.
O pacto estabelece a diminuição imediata de tarifas sobre produtos agrícolas, tecnológicos e industriais, além de compromissos mútuos para proteger a propriedade intelectual e garantir maior transparência nos subsídios estatais. Em contrapartida, Pequim compromete-se a aumentar a importação de bens norte-americanos nos próximos dois anos, especialmente nos setores da energia e da agricultura.
Durante a cerimónia, realizada em Pequim, Trump classificou o acordo como “histórico”, afirmando que representa “um passo em direção a relações comerciais mais equilibradas e justas”. Xi Jinping, por sua vez, destacou que o entendimento “abre uma nova era de cooperação e estabilidade económica global”.
Economistas apontam que o tratado poderá aliviar as pressões sobre a economia mundial e reduzir o impacto da guerra comercial que, desde 2018, vinha travando o crescimento em vários setores estratégicos. Contudo, analistas alertam que persistem divergências estruturais sobre o papel do Estado na economia chinesa e o controlo tecnológico.
Apesar das ressalvas, o mercado financeiro reagiu de forma positiva ao anúncio, com altas nas bolsas asiáticas e norte-americanas, refletindo o otimismo de investidores quanto à recuperação das cadeias globais de fornecimento.
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