Uma em Cada Três Mulheres Sofre Violência Íntima ou Sexual

Uma em cada três mulheres foi vítima de violência íntima ou sexual

A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que, globalmente, aproximadamente uma em cada três mulheres já experienciou violência física ou sexual infligida por um parceiro íntimo, ou violência sexual perpetrada por qualquer indivíduo, durante a sua vida. Este flagelo, segundo a OMS, configura uma das mais graves e descuradas crises de direitos humanos a nível mundial.

Os dados divulgados demonstram a magnitude do problema, afetando mulheres de todas as origens e classes sociais. A violência, perpetrada sobretudo por parceiros íntimos, assume diversas formas, desde agressões físicas e psicológicas até à coerção sexual e económica. A violência sexual, por sua vez, engloba uma variedade de atos, incluindo violação, assédio e outras formas de agressão sexual.

As consequências destas experiências são profundas e multifacetadas. Para além do sofrimento físico e emocional imediato, as vítimas podem desenvolver problemas de saúde mental a longo prazo, como depressão, ansiedade e stress pós-traumático. A sua capacidade de participar plenamente na vida social, económica e política também pode ser severamente comprometida.

A OMS salienta a urgência de enfrentar este problema de forma eficaz. É crucial implementar medidas preventivas que combatam as normas sociais e culturais que perpetuam a violência contra as mulheres. A educação e a sensibilização são instrumentos fundamentais para promover relações saudáveis e igualitárias, desafiando atitudes e comportamentos abusivos.

Além disso, é imperativo garantir que as vítimas tenham acesso a serviços de apoio adequados, incluindo cuidados médicos, acompanhamento psicológico e assistência jurídica. É fundamental criar um ambiente seguro e confidencial onde as mulheres se sintam encorajadas a denunciar a violência e a procurar ajuda.

A OMS apela a uma ação concertada por parte dos governos, da sociedade civil e da comunidade internacional para combater a violência contra as mulheres em todas as suas formas. Só através de um esforço conjunto e sustentado será possível proteger os direitos e a dignidade de todas as mulheres e meninas.

Fonte: sapo.pt

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